Imóveis de luxo, carros de alto padrão, obras de arte e joias são exemplos de bens de alto valor nos quais muitas pessoas escolhem investir, inclusive porque eles se tornam ainda mais valiosos com o tempo.
Mas só investe bem e ganha rentabilidade, tranquilidade e segurança quem se preocupa com os mínimos detalhes!
Então, se você estiver pensando em adquirir bens como esses, é importante conferir documentação, autenticidade e procedência de cada um deles.
Um imóvel, por exemplo, precisa ter o registro correto, enquanto um carro deve ter histórico de manutenção se não for “zero”, e uma obra de arte precisa ter seu certificado de autenticidade.
Este artigo reúne informações que podem ser importantes em oito passos explicando como investir em bens de alto valor.
1. Escolha o bem
A diversificação ou ampliação patrimonial de uma pessoa pode ser feita através da aquisição de bens de alto valor, mas, se você estiver considerando qualquer aquisição, precisa saber: cada bem tem suas particularidades, e todas precisam ser avaliadas antes do investimento.
A lista de opções é mais longa do que muita gente imagina!
- Imóveis de alto padrão
- Carros de luxo
- Obras de arte
- Joias e relógios
- Carros antigos
- Vinhos raros
Tudo isso pode ser considerado um ativo ou um investimento, então, antes de você escolher no que aplicar seu dinheiro, entenda por quanto tempo você pretende manter o bem selecionado, quanto você vai gastar para conservá-lo e qual a facilidade de vendê-lo depois, se desejado.
2. Avalie todos os custos com manutenção e impostos
Investir em bens de alto valor não significa pagar só pelo preço de compra, afinal, manutenção e impostos entram na conta. Descubra se, nos seus cálculos, será necessário considerar, por exemplo:
- IPVA/IPTU/similares
- Seguros
- Revisões
- Armazenamento
- Conservação/Manutenção
3. Pesquise o mercado
Não deixe de acompanhar tendências do mercado referentes ao bem escolhido e conversar com pessoas que também fazem aplicações assim.
Pesquise transações recentes e modelos/safras/regiões etc., busque anúncios e portais focados, acompanhe leilões, feiras, exposições e plataformas on-line especializadas e assim por diante.
Seu objetivo neste passo é entender como compradores e vendedores do “item” se comportam, como os preços variam e qual a demanda.
4. Confira documentação e procedência
Chegado o momento da compra, antes de transferir o dinheiro ou passar o cartão, confira a documentação e a procedência do bem, pois é isso o que garante segurança no seu investimento.
Para adquirir imóveis, cheque a matrícula no cartório, certidões negativas de débitos (IPTU, condomínio, outros) e histórico de reformas ou pendências. Um apartamento em um bairro nobre, por exemplo, pode não ser boa pedida se houver dívidas ou disputas.
Para comprar um carro de luxo ou antigo, atente-se ao registro do veículo, ao histórico de manutenção, à quilometragem e possíveis sinistros. Problemas “escondidos” complicam a revenda e aumentam custos inesperados.
Ao adquirir obras de arte e joias, lembre-se de que as peças precisam ter certificados de autenticidade, além de histórico de propriedade. Também é recomendado buscar o parecer de um avalista para saber mais sobre conservação e valor.
Essas são só algumas dicas, mas já dá para perceber padrões, certo?
5. Escolha a melhor forma de pagamento
Decida entre comprar à vista ou parcelado, ponderando descontos e flexibilidade no pagamento “todo de uma vez” vs. tranquilidade financeira no parcelamento, por exemplo, ou escolha entre financiamento e consórcio como opções para investir.
Nesse segundo caso, apenas lembre-se de que financiamentos têm juros, mas consórcios não. Ambos têm taxas que devem ser estudadas.
6. Compre no momento certo
Espere o momento em que o mercado esteja favorável para investir em um bem de alto valor! Experimente adotar estas estrategias:
- Comprar imóveis quando há maior oferta no mercado e as taxas de juros estão mais baixas
- Comprar um carro quando houver lançamentos novos, pois isso “barateia” versões anteriores
- Comprar joias, obras de arte e vinhos em momentos de menor demanda, pois isso permite conquistas raras a preços melhores
- Participar de leilões para investir em obras de arte, carros clássicos e outros itens de coleção
- No caso das joias, preferir marcas conhecidas, pois são mais fáceis de revender
Paciência e análise também precisam ser parte do seu investimento.
Quem observa o mercado e espera o momento certo tende a fazer negócios mais vantajosos e lucrativos.
7. Só não coloque todos os ovos em uma única cesta
O melhor para investimentos em bens de alto valor é diversificar, dentro do possível, assim, se um “item” perde valor, os outros podem equilibrar o jogo, entende? E se um bem leva mais tempo para ser vendido, outro tem saída rápida.
Quanto mais variado seu portfólio, menores os riscos. É essa mistura que traz equilíbrio e mantém o crescimento.
8. Finalmente, pondere vantagens e riscos
Você já sabe que bens de alto valor são, de certa forma, uma proteção contra inflação, pois tendem a se valorizar com o decorrer do tempo, enquanto um dinheiro que entra numa conta vai perdendo valor.
Outras vantagens desse tipo de patrimônio englobam:
- Potencial de gerar retorno mesmo em cenários econômicos variados
- Possibilidade de servirem como garantia em negociações
- Acesso do comprador a mercados especializados e eventos exclusivos
Porém, dentre os riscos é essencial levar em conta a dificuldade de venda de alguns itens, seja pela procura ou pelo preço, e o fato de nem todo bem equivaler a um retorno garantido: estado de conservação, reputação do item e demanda de mercado influenciam muito no preço!
Fora isso, não é exagero voltar à questão de cuidados e custos contínuos, já mencionada no item 2 da lista anterior: não dá para ignorar que cada detalhe pode reduzir seu lucro ou até lhe gerar prejuízo.
Por último, mas não menos importante, cuidado com o risco de certificados falsos, históricos desconhecidos ou irregularidades.
Ao longo desta leitura, você encontrou algumas formas de se precaver.
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