Três profissionais sorridentes, um homem e duas mulheres posam juntos para a foto em um ambiente de escritório moderno e iluminado.

Criminosos ao redor de todo o país aplicam o golpe do consórcio nas pessoas se passando por administradoras, vendedores autorizados ou intermediários da modalidade para enganá-las.

Esses criminosos fazem promessas atrativas, como a de contemplação rápida ou a de parcelas com valor mais baixo em comparação ao restante do mercado, e convencem suas vítimas a realizar pagamentos antecipados ou assinar contratos fraudulentos.

Tome cuidado!

Entenda o golpe em detalhes durante a leitura deste artigo. Além disso, saiba como não cair nele.

O que é o golpe do consórcio?

O golpe do consórcio é uma ação criminosa em que golpistas fingem pertencer a administradoras ou corretoras da modalidade para enganar quem tem interesse em comprar um bem ou serviço com parcelas fixas mensais.

Ele acontece quando os criminosos enganam cidadãos brasileiros através de promessas falsas, convencendo-os a pagar por algo que não é verdadeiro.

Entre as promessas falsas do golpe, estão:

  • Contemplação rápida
  • Parcelas com valor mais baixo
  • Aprovação garantida
  • Lance vencedor

Esse tipo de fraude pode envolver falsos grupos de consórcio, cartas contempladas inexistentes, boletos adulterados, uso indevido de nome de empresas reais etc.

Inclusive, segundo a Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (ABAC), golpes financeiros ligados ao sistema de consórcios são uma preocupação recorrente.

Como funciona o golpe do consórcio?

Embora existam diferentes formatos de fraudes, muitos golpes seguem um padrão parecido:

  1. O criminoso faz contato por aplicativo de mensagem, plataforma de vendas, telefone ou redes sociais
  2. Essa pessoa tenta transmitir credibilidade ao possível comprador do consórcio falso, falando e agindo como um verdadeiro profissional
  3. Então, são oferecidas as “vantagens imperdíveis” que despertam urgência emocional para a vítima tomar uma decisão rápida e sem pesquisa
  4. O criminoso consegue que a vítima assine um contrato fraudulento e/ou pague antecipadamente por um consórcio inexistente ou uma carta contemplada mentirosa, desaparecendo em seguida

Pesquise e desconfie!

Como não cair no golpe do consórcio?

Para descobrir se um consórcio é golpe ou não, faça o seguinte:

  • Verifique se a administradora é autorizada pelo Banco Central
  • Confira a reputação da empresa (administradora ou corretora) no Reclame Aqui
  • Leia avaliações online sobre o nome da marca que está fazendo contato
  • Consulte o site oficial da ABAC
  • Desconfie de contemplação garantida ou imediata, de lances vencedores e similares
  • Nunca faça nenhum tipo de pagamento para contas de pessoas físicas
  • Antes de pagar, sempre valide beneficiário e dados
  • Confirme as informações diretamente nos canais oficiais da administradora
  • Leia o contrato com atenção e esclareça toda e qualquer dúvida antes de assinar
  • Evite negociações apenas por WhatsApp ou redes sociais
  • Desconfie da urgência exagerada (Ex.: “precisa fechar hoje” ou “só vale agora”)

Agora, se você estiver considerando adquirir uma carta já contemplada e quiser saber se ela é verdadeira, confirmar a informação junto à administradora, através dos canais oficiais de contato, será a forma mais segura de agir.

Antes de qualquer pagamento, peça número do grupo e da cota e certifique-se de que ela existe, valide a contemplação e a titularidade e confirme se o vendedor realmente tem autorização para comercializá-la.

Um consórcio confiável é aquele administrado por empresa autorizada e fiscalizada pelo Banco Central do Brasil, com operação transparente, contrato claro e canais oficiais de atendimento.

O que fazer quando cair no golpe de consórcio?

Suspeita ter sido vítima de um golpista? Agir rápido pode aumentar as chances de reduzir prejuízos e ajudar nas investigações!

  1. Guarde todos os comprovantes, contratos, conversas, anúncios etc.
  2. Entre imediatamente em contato com o seu banco, informando o problema
  3. Registre um Boletim de Ocorrência (BO) online ou numa delegacia
  4. Acione o Procon para receber orientações sobre os seus direitos e registrar a queixa
  5. Informe tanto o Banco Central quanto a administradora verdadeira, se houver

Dependendo da situação, procure um advogado especializado para lhe ajudar na tentativa de recuperação de valores ou responsabilização dos envolvidos.