Comparação visual entre o abastecimento de um veículo elétrico e um veículo convencional a combustão.

A escolha entre carro elétrico ou carro a combustão depende das suas necessidades e do seu estilo de vida: pondere, pelo menos, fatores como o custo, a manutenção e a sustentabilidade.

O carro elétrico tende a pesar menos no bolso com o passar do tempo, já que a manutenção é mais simples e não há gasto de combustível. Por outro lado, em alguns casos, ele custa mais caro do que modelos similares a combustão.

Já o carro a combustão, ou seja, movido a gasolina, pode custar menos na compra, porém é necessário pensar que o litro da gasolina ao redor do Brasil varia entre R$ 5,60 e R$ 7,35, em média e que, também em média, um veículo comum percorre 12 km a 14 km por litro (variando por modelo, cidade/estrada e modo de condução).

Ainda, essa segunda opção pede mais manutenção e gera maior impacto ambiental. Continue lendo este artigo para tomar sua decisão!

Atualizado! Diferenças entre carro elétrico e a combustão

Sem dúvidas, a principal distinção entre veículos movidos a gasolina e a energia elétrica é, justamente, o combustível. E, na prática, essa diferença impacta na forma de abastecimento dos carros: o primeiro pode ser carregado em casa ou em pontos públicos (grátis ou não), enquanto o segundo pede aquela paradinha no posto.

Só isso já influencia a organização da rotina dos usuários e, ainda, o planejamento do uso do automóvel no dia a dia, mas tem mais:

Carro elétrico

  • Autonomia: 280 km e 500 km por carga completa (100%), a depender do modelo, do ciclo de medição e do uso real
  • Formato de abastecimento: recarga em tomada tradicional ou ponto específico
  • Tempo para abastecimento: entre 20 e 30 minutos para carga rápida, algumas horas para carga normal e completa
  • Valor médio do abastecimento: R$ 30 a R$ 80 em casa; entre R$ 1,80 e R$ 3,50 por kWh em pontos de recarga pública rápida, variando conforme operadora, potência do carregador e região
  • Sustentabilidade: não emite gases poluentes
  • Ruído: mínimo
  • Benefícios fiscais: pode ter isenção de IPVA ou desconto na compra
  • Rodízio: veículo pode ser isento em algumas cidades

Carro a combustão

  • Autonomia: entre 450 km e 750 km; varia conforme o consumo e o tamanho do tanque
  • Formato de abastecimento: posto de gasolina
  • Tempo para abastecimento: poucos minutos
  • Valor médio do abastecimento: R$ 310 para tanque de 50L (comum)
  • Sustentabilidade: emite gases poluentes
  • Ruído: mais perceptível, decorrente do barulho e da vibração do motor, principalmente em arrancadas e subidas
  • Benefícios fiscais: em geral, a compra não tem incentivos específicos
  • Rodízio: costuma seguir a regra padrão de limitação por número final da placa

Tudo certo até aqui? Agora, veja outro comparativo!

Carro elétrico vs. a combustão: comparativo de desempenho e manutenção

A resposta ao acelerar, a forma como o veículo se comporta no trânsito e os cuidados ao longo do tempo também mudam conforme a sua escolha! Não se esqueça.

Carro elétrico

  • Aceleração: resposta imediata ao acionamento do pedal
  • Condução: comportamento linear no trânsito, sem surpresas
  • Uso urbano: costuma funcionar bem em trajetos curtos e repetitivos; em viagens ou trajetos mais longos, exige mais planejamento, como mapeamento dos pontos de recarga, previsão do tempo parado e consideração da autonomia real considerando velocidade, ar-condicionado e até peso no carro
  • Manutenção: revisões focadas em sistemas elétricos e freios; não envolve troca de óleo ou de outras peças ligadas à combustão

Fora isso, alguns modelos de carro elétrico ganham destaque pela chamada “frenagem regenerativa”, aquela recarga, pelo menos de parte da bateria, quando o condutor freia ou tira o pé do acelerador.

Carro a combustão

  • Aceleração: gradual, acompanha rotação do motor e trocas de marcha no caso do câmbio manual
  • Condução: carros manuais pedem mais variação de marchas em paradas, subidas e retomadas; carros automático fazem as trocas sozinhos, permitindo uma condução mais “suave”, embora possam encarecer compra/manutenção dependendo do modelo
  • Uso urbano: se adapta a diferentes trajetos da mesma maneira
  • Manutenção: inclui trocas periódicas de óleo, filtros e outros componentes ligados ao motor

Ainda, em carros a combustão com câmbio manual, a redução de marchas ajuda a controlar a velocidade sem que o condutor precise depender apenas do pedal do freio, ou seja, há uso maior do chamado “freio-motor”, o que aumenta o controle em descidas e pode reduzir desgaste de freios em algumas situações.

Alguns veículos mais novos, em maioria, com câmbio automático, também estão disponíveis em versões híbridas que combinam motor a combustão e motor elétrico para reduzir consumo e emissões.

Há híbridos “convencionais” (sem tomada) e híbridos plug-in (aqueles que também carregam na tomada).

E quais as diferenças de custo do carro elétrico e do carro a combustão?

No quesito “preço”, o investimento inicial da alternativa elétrica tende a ser maior se há comparação entre modelos 0 km e de categorias equivalentes, mas isso nem sempre é verdadeiro, porque, às vezes, há promoções agressivas por parte das montadoras, por exemplo.

De qualquer forma, para você não considerar só quanto vai gastar, a dica é ponderar o custo-benefício e, portanto, analisar criteriosamente todos os fatores trazidos no decorrer deste artigo, bem como o tempo que você pretende ficar com o carro, para, então, fazer a sua escolha.

Responda perguntas do tipo:

  • Quanto posso gastar ao comprar um carro hoje?
  • Faz sentido gastar mais agora e economizar no futuro? Em que contexto?
  • Com que frequência pretendo usar o carro no dia a dia?
  • Vou dirigir mais na cidade ou fazer viagens longas com frequência?
  • Posso distribuir meus custos ao longo do tempo, pagando parcelado? Que tipo de carro e que tipo de negociação me permitem fazer isso?
  • Caso eu opte por um carro elétrico, terei facilidade em carregá-lo sempre que precisar?
  • Quanto posso direcionar do meu orçamento fixo, todo mês, para os cuidados com meu meio de transporte?
  • Qual o meu nível de preocupação com o meio ambiente e as gerações futuras? (Algo bastante importante para muita gente que opta pelos elétricos)
  • Pretendo ficar com o veículo por vários anos ou devo trocá-lo logo?
  • No futuro, este mesmo carro precisará de espaço adicional (para crianças ou pets, por exemplo)?

Finalmente, se depois de tudo isso, surgir a dúvida entre carro novo, semi-novo ou usado, siga em frente nas suas ponderações.

Dessa vez, para o elétrico, de questões ligadas à saúde/garantia da bateria, do histórico de recargas, da rede de assistência na sua região e do custo de seguro. E, no carro a combustão, do histórico de manutenção, do estado do motor e do câmbio, do consumo real de gasolina, do desgaste de itens e da previsibilidade de revenda.

No fim das contas, vale a pena…

  • Comprar um carro elétrico quando a aquisição não pesa no bolso, você consegue carregá-lo em casa ou no trabalho com facilidade e o uso é majoritariamente urbano
  • Comprar um carro novo, independentemente do tipo, quando você pretende ficar mais tempo com o mesmo veículo e quer reduzir gastos recorrentes de manutenção
  • Optar por um veículo seminovo ou usado se o orçamento estiver restrito e o histórico de manutenção for confiável; se o valor de entrada cair significativamente, melhor ainda
  • Considerar modelos híbridos se você busca economia de combustível e menor impacto ambiental, mas ainda precisa de flexibilidade para viagens longas e não quer depender exclusivamente da recarga elétrica

Decidiu? Planeje a compra!

Aqui está seu checklist do carro ideal:

  1. Considere seus trajetos mais frequentes e seus objetivos futuros
  2. Volte às perguntas do tópico anterior e certifique-se de respondê-las com calma
  3. Defina um orçamento realista para garantir um investimento planejado, sem se comprometer
  4. Não considere apenas o valor do carro, mas também do seguro, de impostos, do abastecimento e da manutenção. Talvez, você precise considerar até valor de estacionamento, não esqueça!
  5. Pesquise os modelos disponíveis dentro dos seus objetivos e faça uma lista daqueles que melhor atendam suas necessidades
  6. Compare as opções que você catalogou, procure avaliações e opiniões de outros donos e consulte amigos ou familiares que entendam do assunto
  7. Defina o momento exato da compra: pode valer a pena esperar promoções, feirões ou épocas de lançamento em que há condições especiais por parte das marcas
  8. Acompanhe as movimentações do mercado, ajustando seu plano conforme surgirem oportunidades melhores ou novas opiniões sobre sua futura escolha

Que tal considerar o consórcio de veículos como alternativa para adquirir o bem?

Entrando num grupo, você não paga juros como pagaria em financiamentos e ainda tem a tranquilidade de escolher o modelo do veículo só depois de contemplado, negociando-o como se o estivesse pagando à vista.

Com o consórcio, dá para planejar a compra com mais calma, sem pressa e sem ficar travado em impasses: você entra, organiza seu orçamento, acompanha o mercado, recebe a carta de crédito e, então, começa uma nova vida, devidamente motorizado!

Faça uma simulação e acelere rumo à sua meta.